Beatriz Flamini deixou uma caverna localizada próxima à cidade de Motril, na Andaluzia, após permanecer 500 dias em isolamento total, sem contato direto com outras pessoas e sem acesso à luz natural. A experiência integrou um projeto voltado ao estudo dos efeitos físicos e psicológicos do confinamento prolongado.
A atleta permaneceu cerca de 70 metros abaixo do solo durante o período. Ao sair da caverna acompanhada por espeleólogos, comentou sobre a experiência vivida. “Estou há um ano e meio sem falar com ninguém, só comigo mesma”, declarou. Ela também definiu o experimento como “excelente e insuperável”.
Durante o isolamento, Beatriz teve acesso apenas a livros, iluminação artificial e câmeras utilizadas para registrar a experiência. A alimentação era deixada por equipes de apoio em um ponto da caverna, sem qualquer contato presencial.
Segundo informações publicadas pelo jornal El País, a atleta precisou interromper temporariamente o experimento após cerca de 300 dias devido a uma falha no roteador usado para comunicação em situações de emergência. Durante o problema técnico, ela permaneceu isolada em uma barraca até que o sistema fosse corrigido e, depois disso, retornou à caverna.
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A experiência foi acompanhada pela Federação Andaluza de Espeleologia. O coordenador de segurança do projeto, David Reyes, afirmou que o experimento apresentou características inéditas. “Desafios deste tipo já aconteceram muitos, mas nenhum com todas as premissas deste: sozinha e em total isolamento, sem contato com o exterior, sem luz (natural), sem referências de tempo”, disse.
O caso será retratado em um documentário produzido pela empresa espanhola Dokumalia, que pretende registrar os efeitos do isolamento extremo no corpo e na mente.



