O caso envolvendo MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, Raphael Sousa (da Choquei) e outros investigados passou por uma série de reviravoltas nesta quinta-feira (23/4). Uma decisão de habeas corpus chegou a permitir a soltura dos envolvidos, o que levou familiares a se reunirem na porta do presídio. No entanto, antes que a medida fosse cumprida, uma nova ordem judicial alterou o cenário e converteu a situação em prisão preventiva. O portal LeoDias reuniu os principais detalhes e explica a sequência dos fatos. Veja a seguir!
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Na manhã desta quinta-feira (23/4), o portal LeoDias obteve, com exclusividade, informações sobre os bastidores da decisão que concedeu o habeas corpus aos investigados, resultado da atuação do advogado Felipe Cassimiro. A apuração foi feita em conjunto com a jornalista Carine Roma. O motivo da soltura teria sido uma falha técnica apontada pela defesa. Ao analisar o processo, o ministro Messod Azulay Neto, relator da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concordou com o argumento jurídico e reconheceu uma “flagrante ilegalidade” no tempo da detenção.
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Na decisão, o juiz destacou que houve uma irregularidade ao determinar a prisão por 30 dias, já que o próprio pedido policial previa um prazo menor. Por esse motivo, o período de detenção foi limitado a cinco dias. Após essa solicitação, entretanto, a Polícia Federal pediu a prisão preventiva dos investigados, alegando risco de continuidade do crime e ameaça real à ordem pública, principalmente devido à gravidade do esquema e ao montante de recursos envolvidos.
De acordo com a Polícia Federal, a análise inicial do material apreendido já trouxe informações importantes para reforçar as investigações contra os suspeitos. A corporação avaliou que existem elementos suficientes para transformar as prisões temporárias em preventivas, à medida que as investigações e a análise das provas avançam.
A Justiça, então, acatou o pedido da Polícia Federal e decretou a prisão preventiva de Raphael Sousa, MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e dos outros 33 detidos na Operação Narcofluxo, na tarde desta quinta-feira (23/4). Com isso, os investigados não receberão o alvará de soltura e permanecerão presos por tempo indeterminado em suas respectivas penitenciárias, contrariando a decisão do habeas corpus.



