Após ter seu nome citado em uma investigação da Polícia Federal (PF), o cantor MC Gui utilizou as redes sociais na noite deste sábado (18/4) para apresentar sua versão sobre o caso e afastar suspeitas de irregularidades. Em vídeos publicados no Instagram, o artista afirmou que a semana foi difícil, mas disse estar tranquilo em relação aos fatos. Gui detalhou qual é a ligação entre MC Ryan SP e a barbearia da qual é sócio.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Segundo MC Gui, a menção está relacionada a uma movimentação envolvendo uma barbearia localizada na Zona Leste de São Paulo, da qual ele se tornou sócio em 2023. O funkeiro explicou que, na época, um dos sócios decidiu sair da sociedade, abrindo espaço para a entrada de um novo parceiro, que acabou sendo um cliente já conhecido do local.
++ Jovem mata o padrasto para defender a mãe e o inesperado acontece
“Em determinado momento, tive a honra de atender um dos meus clientes, o Ryan SP, que é uma figura pública. Ele conheceu a barbearia e demonstrou interesse em entrar de sócio naquele estabelecimento. Naquele momento, estávamos abertos para isso, pois um dos sócios estava deixando a sociedade, e então introduzimos o Ryan SP como novo sócio da barbearia. Resumindo: essa transferência foi feita de forma transparente, legal e com finalidade comercial”, declarou Gui, reforçando que o convite foi feito naturalmente.
A explicação acontece após a divulgação de que o cantor teria recebido R$ 150 mil de um operador financeiro investigado em um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo apostas ilegais. Apesar disso, o relatório não aponta MC Gui como investigado, apenas menciona seu nome no rastreamento das transações.
No vídeo, o cantor também criticou a forma como o caso vem sendo divulgado pela mídia. Segundo ele, parte das informações divulgadas não corresponde à verdade. “A mídia acaba criando uma narrativa e contando coisas que não aconteceram”, afirmou, justificando sua decisão de se pronunciar diretamente aos seguidores.
Ainda em sua fala, MC Gui destacou que muitos fãs acompanharam, na época, a mudança societária no estabelecimento. Ele afirmou que todo o processo foi transparente. O artista finalizou reafirmando que não houve qualquer irregularidade na negociação e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos, se necessário.
Entenda a citação do nome de MC Gui no inquérito
O nome de MC Gui foi citado em documentos da PF que investigam um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro com ramificações no meio do entretenimento, apostas ilegais e redes sociais. Conforme os investigadores, o cantor recebeu R$ 150 mil em 2024 de Alexandre Paula de Sousa Santos, conhecido como Belga, apontado como operador financeiro ligado à estrutura atribuída a MC Ryan SP.
A menção ao artista ocorre no contexto da Operação Narco Fluxo, deflagrada na última quarta-feira (15/4), que apura a movimentação de mais de R$ 1,6 bilhão em recursos com possível origem criminosa.
Segundo o relatório, Belga teria atuado como articulador financeiro do grupo, concentrando grandes quantias provenientes, principalmente, de intermediadoras ligadas a plataformas de apostas, para depois redistribuir os valores. Durante esse rastreamento, os investigadores identificaram o envio de R$ 150 mil para a conta de MC Gui, em uma única operação realizada entre maio e junho de 2024.
A investigação também passou a analisar outras movimentações atribuídas ao núcleo financeiro de MC Ryan SP. Entre elas, está uma transferência de R$ 4,4 milhões feita por uma empresa da qual Pablo Marçal é um dos sócios. O inquérito aponta que o valor foi enviado para a conta pessoal do funkeiro e depois utilizado em uma operação envolvendo a compra de um helicóptero. Marçal declarou que o repasse refere-se a uma negociação imobiliária formalizada e documentada.



