Claudia Ohana continua com energia total! Perto de estrear na peça “As Amantes de George Washington”, em São Paulo, a atriz conversou com o repórter Arthur Pires, do portal LeoDias. Após completar 60 anos, Claudia passou a levantar a bandeira contra o etarismo e reforçou que as mulheres precisam ter liberdade para fazer suas escolhas, independentemente da idade.
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Claudia ressaltou que o assunto não é uma escolha, mas sim uma necessidade: “Olha, na verdade, não é uma vontade que aparece; é necessidade”, afirmou. “Esse lance de levantar uma bandeira… você pega a bandeira, ela está em você, você é a bandeira. Quando fiz 60 anos, as pessoas começaram a perguntar se eu ainda transava e se eu ia me aposentar. Eu pensei: ‘Caramba!’”, contou.
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A atriz recordou as perguntas invasivas que passou a ouvir ao chegar aos 60 anos e como isso escancarou a visão da sociedade sobre o envelhecimento: “Percebi que, quando você faz 60 anos, a sociedade te enxerga de outra forma. Eu falei: ‘O quê? Ah, não… aqui não. Chega, gente. Que é isso? Eu tô aqui, tô na pista, tô ótima, maravilhosa, cheia de sonhos’”.
A artista também destacou a importância de inspirar outras mulheres a viverem sem as limitações impostas pela idade: “Acho que a gente fala dessas coisas para inspirar mesmo. Para dizer: ‘Ei, você que tem 60 anos, também pode ser maravilhosa, ter sonhos, colocar o biquíni, ser gostosa. Uhum. E tudo, né?’”, brincou a atriz, agradecendo os elogios pelas fotos ousadas.
Apesar do discurso de empoderamento, Claudia fez questão de lembrar que toda escolha é válida, inclusive quem prefere desacelerar: “Pelo amor de Deus. É, mas também, se quiser se aposentar e ficar em casa, tranquila, gostosa, com seu marido ou sozinha, com seu gato, também é ótimo. Tudo é ótimo. O que você quer é que é ótimo”, afirmou.
Refletindo, Claudia ainda comentou sobre a dificuldade de ser fiel a si mesma diante das influências externas: “A gente vive influenciado por milhares de coisas. Então, saber realmente o que você quer, o que você é, é muito difícil. Todo mundo hoje fala: ‘Ah, seja você mesmo, faça o que você quer’. Cara, ser você mesmo é muito difícil. Sustentar quem você é”, analisou.
Por fim, Ohana aproveitou para convidar o público para seu novo trabalho no teatro: “Gente, venham ao teatro. Estamos em ‘As Amantes de George Washington’, uma peça lindíssima de época. Olha só o figurino maravilhoso, um texto lindo. É uma pérola, uma caixinha de música atual, porque são duas mulheres mostrando sua força”, finalizou.



