
Brasília recebe, em 12 de abril, seu primeiro Mundial de Marcha Atlética no Hemisfério Sul (Foto: Instagram)
Brasília será o cenário de um marco no atletismo mundial no dia 12 de abril. Pela primeira vez, o Mundial de Marcha Atlética ocorrerá no hemisfério sul, após a capital do Brasil vencer candidaturas tradicionais e obter o direito de sediar o evento em abril. A competição reunirá atletas de mais de 40 países, colocando o Brasil no centro das atenções da modalidade.
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Em entrevista ao Metrópoles, o presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Wlamir Motta Campos, ressaltou a importância histórica da conquista e a dificuldade de retirar o evento do eixo tradicional.
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“A realização de um evento histórico pela primeira vez no Hemisfério Sul. Já são mais de 30 edições, sempre no hemisfério norte. Eu costumo dizer que, se fosse fácil, todos fariam. Então, a razão de nunca ter sido realizado no hemisfério sul é porque é muito difícil e trabalhoso organizar um campeonato mundial. E para nós, a marcha atlética hoje é o principal grupo de provas do Brasil”, comentou o presidente.
A escolha de Brasília vai além de sediar uma competição. O evento é visto como um passo estratégico para aumentar a visibilidade da marcha atlética, uma modalidade que, apesar de resultados significativos, ainda busca maior reconhecimento no país.
A CBAt vê o Mundial como uma ferramenta de transformação. A presença de centenas de atletas e comissões técnicas deve aumentar o interesse de professores, jovens e novos praticantes, gerando um impacto direto na base do esporte.
“Com o campeonato mundial, acredito que teremos a massificação. Teremos também a capacitação de muitos professores que estão conhecendo a marcha, que estão se interessando cada vez mais pela modalidade e ajudando-a a crescer”, afirmou Wlamir.
Para garantir o direito de sediar o Mundial, o Brasil precisou superar concorrentes de peso no cenário internacional. Países com tradição na marcha atlética apresentaram candidaturas, elevando o nível da disputa e valorizando ainda mais a escolha por Brasília.
“Competimos com o Equador, a Espanha e a Polônia, ou seja, três países com muita tradição. Todos esses países, até mesmo o Equador, que, apesar de ser menor, tem campeões mundiais e olímpicos como o vice-presidente do Comitê Olímpico do Equador, que foi recordista e campeão olímpico na marcha atlética. Conseguimos, da mesma forma, sediar o evento”, finalizou.



