De acordo com informações do portal The Media Line, centenas de pessoas foram presas nos últimos dias no Irã, em meio ao contexto de guerra e protestos, e, segundo a ativista de direitos humanos Shilan Mirzaei, o destino de muitas delas permanece desconhecido. Entre os casos citados está o de Melika Azizi, de 18 anos, detida após manifestações e que pode enfrentar acusações que preveem pena de morte.
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Ainda de acordo com o portal, Melika foi presa em janeiro de 2026 durante protestos e ficou 45 dias em confinamento solitário. Ela é investigada por acusações como “guerra contra Deus” e “queima da bandeira da República Islâmica”.
De acordo com relatos, a jovem teria sido agredida durante a prisão e estaria sob pressão para confessar crimes na prisão de Lakan, próxima à cidade de Rasht.
No tribunal, Melika se manifestou diante do juiz: “Você deixa tantos jovens sangrarem. Como posso ficar em silêncio? Eu não me importo, apenas me mate”.
Além do caso da jovem, há denúncias sobre as condições em presídios iranianos, como Evin, Qarchak e Fashafouyeh. Os relatos apontam falhas no fornecimento de alimentos, suspensão de medicamentos, aumento de maus-tratos e interrupção da comunicação com o exterior.
Segundo Shilan Mirzaei, o cenário atual levanta preocupações sobre a situação dos detidos, especialmente diante do número elevado de prisões e da falta de informações sobre muitos dos casos.



