O presidente Donald Trump declarou, em entrevista à CNN, que “Cuba irá cair” em um futuro próximo, insinuando uma possível ofensiva ao país caribenho após um eventual conflito com o Irã. Durante o encontro com a jornalista Dana Bash na sexta-feira (6/3), Trump enfatizou o desejo de Washington de concluir um novo entendimento com Havana, ressaltando que enviaria o secretário de Estado Marco Rubio para negociar diretamente com as autoridades cubanas.
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Em sua fala à CNN, Donald Trump disse: “Cuba vai cair muito em breve, aliás, sem relação com o assunto, mas Cuba também vai cair. Eles querem muito fechar um acordo, então vou colocar Marco lá e veremos como isso funciona. Estamos realmente focados nisso agora. Temos bastante tempo, mas Cuba está pronta — depois de 50 anos.” A menção ao secretário de Estado Marco Rubio reforça a posição de prioridade que a administração Trump pretende dar a Havana.
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Desde a década de 1960, os Estados Unidos mantêm um bloqueio econômico a Cuba, instituído a partir de sanções que restringem o comércio, o turismo e investimentos bilaterais. O embargo, ampliado em diferentes fases por administrações sucessivas, teve como objetivos originais pressionar o governo de Fidel Castro e conter a expansão do comunismo na América Latina durante a Guerra Fria. Especialistas em relações internacionais costumam citar a crise dos mísseis de 1962 e a Baía dos Porcos como marcos históricos dessa tensão prolongada entre Washington e Havana.
Na quinta-feira (5/3), já na Casa Branca, Donald Trump reafirmou que a ofensiva contra Cuba seria “uma questão de tempo”, depois de priorizar ações contra o Irã. “Queremos acabar com o Irã primeiro, mas Cuba é uma questão de tempo”, afirmou ele, deixando claro que as motivações estratégicas dos Estados Unidos no Oriente Médio não anulam o interesse no Caribe.
Marco Rubio, nomeado por Trump para a chefia do Departamento de Estado, é conhecido por sua postura dura em relação a regimes autoritários e já havia defendido, como senador, o endurecimento das medidas contra Havana. Ao ser destacado pelo presidente, Rubio deverá liderar negociações diplomáticas para restabelecer acordos comerciais, possivelmente reavaliando restrições de exportação e importação de bens, bem como adaptando políticas de vistos para cidadãos cubanos.
“Ele está fazendo um bom trabalho, e o próximo será… queremos fazer aquele acordo especial com Cuba”, completou Donald Trump, referindo-se ao desempenho de Marco Rubio no comando da diplomacia americana. Caso concretizado, o acordo prometido pode representar uma reviravolta no relacionamento entre as duas nações, encerrando um dos capítulos mais longos de sanções econômicas na história contemporânea.



