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Polícia prende Mattheus Zoel Martins e João Gabriel Xavier Berthô por estupro coletivo de adolescente de 17 anos em Copacabana

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Dois dos quatro homens acusados de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em um apartamento de Copacabana, no Rio de Janeiro, foram presos nesta terça-feira (3/3). Mattheus Zoel Martins, de 19 anos, foi detido em ação policial, e João Gabriel Xavier Berthô, também de 19 anos, se entregou à polícia no fim da manhã em uma delegacia do Rio. Permanecem foragidos Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, filho de um secretário municipal do Rio. A mãe da vítima, que preferiu não se identificar, deu entrevista à TV Globo relatando o choque ao descobrir a violência.

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Emocionada, a mãe contou que, ao ver as marcas no corpo da filha, a primeira reação foi buscar ajuda imediata. “Quando eu me deparei com ela, a primeira pergunta que eu fiz foi: ‘Eles te deixaram alguma marca?’. Foi quando ela suspendeu o vestido, mais ou menos até aparecer a nádega, e eu fiquei desesperada e só catei os documentos e falei: ‘Vamos para a delegacia’”. As lesões observadas foram confirmadas pelo laudo do Instituto Médico-Legal.

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O crime aconteceu na noite de 31 de janeiro, segundo o depoimento da adolescente às autoridades. De acordo com o relato, ela foi convidada por um rapaz da mesma idade — o adolescente alvo de representação por ato infracional análogo ao crime — para ir ao imóvel de um conhecido dele. Imagens de câmeras de segurança mostram o menor e mais três jovens chegando ao prédio, onde um homem maior de idade aguardava. Pouco depois, a adolescente entra acompanhada pelo menor, e as gravações foram desfocadas para proteger a identidade dos envolvidos com menos de 18 anos.

Dentro do apartamento, conforme a vítima relatou em depoimento, o menor e outros quatro homens a constrangeram a manter relações sexuais. A jovem ainda contou que tentou sair do local, mas foi impedida. O laudo do Instituto Médico-Legal apontou lesões na região genital, além de contusões nos glúteos e nas costas, evidenciando o uso de força e constrangimento.

Em entrevista, a vítima revelou o impacto psicológico do abuso: “Logo assim que ocorreu, ela se sentia muito culpada e dizia que queria desistir da vida, por vergonha, porque achava que por onde passasse todo mundo ia apontar como estuprada e como culpada. Ela está conseguindo se conscientizar que não tem culpa, de que não está sozinha e de que ela importa. E que o ‘não’ dela é muito precioso e importa”. Especialistas em saúde mental ressaltam que vítimas de violência sexual podem desenvolver quadros de depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático, demandando acompanhamento psicológico.

Os quatro maiores de idade — Mattheus Zoel Martins, João Gabriel Xavier Berthô, Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin — foram indiciados por estupro coletivo qualificado, tendo em vista a minoridade da vítima, e por cárcere privado, tipificações previstas no Código Penal brasileiro. A qualificadora por uso de violência e pela reunião de vários agressores eleva as penas previstas, que podem superar dez anos de reclusão. Já o adolescente que levou a jovem ao local é objeto de representação por ato infracional análogo ao estupro.

A adolescente, o menor investigado e um dos adultos envolvidos eram estudantes do Colégio Pedro II, tradicional instituição federal de ensino. A reitoria do Colégio Pedro II emitiu nota oficial repudiando o crime e informou que instaurou processo administrativo para desligar os dois alunos — o adolescente e o maior de idade — que já haviam registrado advertências e suspensões por comportamento inadequado, inclusive agressões. Segundo o regulamento interno, atos que violem a integridade física e moral de outros estudantes ensejam medida disciplinar imediata.

A defesa de João Gabriel Xavier Berthô declarou que ele ainda não prestou depoimento formal, e a Polícia Civil informou que a investigação reuniu provas robustas de materialidade e autoria, dispensando depoimentos prévios para pedir a prisão preventiva. A mãe da vítima reforça o pedido por justiça: “Eu só quero que eles paguem, porque não tem que haver outras vítimas”. Diante do caso, autoridades reforçam a orientação para que quem passar por violência sexual procure imediatamente o Disque 180 ou uma delegacia especializada para registrar a ocorrência e garantir atendimento médico e psicossocial.

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