Na fase final do depoimento, Felca afirmou ao juiz que não obteve ganhos com o vídeo “Adultização” em seu canal no YouTube e explicou ter desativado a monetização por considerar o tema sensível. A oitiva também aprofundou o papel de Kamyla Maria, conhecida como Kamylinha, nos conteúdos associados a Hytalo Santos.
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Felca destacou que Kamylinha já participava dos vídeos “desde muito jovem”, aos 12 ou 13 anos, aparecendo frequentemente com Hytalo Santos. Ele disse ter chegado a essa conclusão ao cruzar as datas de publicação com a idade estimada.
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Durante a sessão, a defesa questionou a origem de certos dados, e Felca admitiu não se lembrar de onde obteve algumas informações: “Eu tinha essa informação, mas não lembro de onde”. Em seguida, confessou que uma afirmação no vídeo foi feita por indução, sem confirmação direta.
Kamylinha ganhou destaque ao integrar a chamada “família Hytalo Santos”, figurando com frequência nos conteúdos, o que levou o Ministério Público a focar na exposição de crianças e adolescentes nas investigações.
Indagado sobre recursos financeiros, o influenciador negou qualquer lucro com “Adultização”: “Não, foi desmonetizado porque entendi que o assunto era delicado”. Ele rejeitou ter recebido valores para doação e admitiu, porém, que o vídeo ampliou sua audiência e gerou convites a programas de TV.
No encerramento, Felca afirmou que os vídeos atingiam “milhões de visualizações” e estimou que Hytalo Santos poderia alcançar “mais de 10 milhões ou 50 milhões por mês”. Segundo ele, a presença de crianças e adolescentes era determinante para esse alcance, relacionando diretamente audiência e conteúdo.
Mesmo com a projeção nacional garantida por “Adultização”, Felca adotou no tribunal uma postura mais contida, evitando afirmações enfáticas, o que evidenciou o contraste entre seu discurso nas redes sociais e no ambiente judicial.


