O general reformado Hugo Armando Carvajal Barrios, conhecido como “El Pollo” e ex-chefe da inteligência militar da Venezuela, tem feito declarações polêmicas sobre o uso de recursos estatais venezuelanos para financiar campanhas e movimentos políticos na América Latina e na Europa. O homem, que foi chefe da Diretoria Geral de Inteligência Militar sob os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, se tornou figura central em investigações envolvendo narcotráfico e corrupção internacional.
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Em declarações, Carvajal afirmou que governos de esquerda teriam recebido recursos ilegais provenientes de fundos públicos venezuelanos, incluindo supostos apoios a líderes políticos na região. Entre os citados nas alegações, segundo reportagens que citaram documentos apresentados por Hugo, estariam nomes como o do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, além de figuras políticas da Argentina, Bolívia e outros países.
Carvajal foi extraditado da Espanha para os Estados Unidos em 2023, onde enfrentou acusações relacionadas a narcotráfico, narcoterrorismo e associação com o grupo conhecido como “Cartel de los Soles”. Em 2025, ele acabou se declarando culpado em um tribunal federal em Nova York por conspiração para traficar cocaína e outras acusações ligadas ao tráfico internacional, em um caso onde também foram apontadas conexões com guerrilhas e redes criminosas internacionais.
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Antes de sua extradição, Carvajal teria cooperado com autoridades espanholas em diferentes casos e mencionado, em documentos apresentados à Justiça local, que o regime venezuelano teria financiado ilegalmente partidos e campanhas políticas fora do país. Esses documentos, citados em reportagens do The Objective e de portais brasileiros, mencionam supostas transferências de recursos por meio de instituições como a petroleira estatal PDVSA a aliados políticos na América Latina e na Europa.


