Neste sábado (3/01), forças dos Estados Unidos invadiram a Venezuela e capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O país vive um dos momentos mais dramáticos de sua história recente, e essa crise fica clara no valor do salário mínimo, que hoje não chega a R$ 3 por mês, um dos menores do mundo.
++ Segredo revelado: como a IA faz dinheiro pingar na sua conta durante a noite
A deterioração econômica se reflete no dia a dia dos venezuelanos bem no momento em que as tensões militares e diplomáticas com os EUA escalam. Congelado desde março de 2022 em 130 bolívares, o salário mínimo perdeu ainda mais poder de compra nas últimas semanas por causa da rápida desvalorização da moeda frente ao dólar.
++ Mulher morre após ingerir dois litros de água em apenas 20 minutos
O bolívar entrou em novo ciclo de queda, pressionado pela falta de reservas, instabilidade política e crescente dependência do dólar. Em novembro, a moeda venezuelana desvalorizou 8,8% diante do dólar, atingindo 245,66 bolívares por dólar no fim do mês, ante 223,96 no começo do período.
Em 10 de dezembro, o salário mínimo passou a valer cerca de R$ 2,72 mensais, pouco acima de meio dólar, usando a cotação oficial de 262 bolívares por dólar do Banco Central da Venezuela. Desde janeiro, o bolívar acumulou perda de 78,8% frente ao dólar, que se valorizou 372,2% em 2025. Neste sábado, os 130 bolívares equivaleram a míseros R$ 2,39.
O impacto é imediato: preços são reajustados com frequência, o acesso a itens básicos fica mais restrito e a renda fixa perde valor semana após semana. Mesmo quem adotou o euro como referência sofre com novos aumentos sempre que a moeda estrangeira se valoriza.
Esse colapso econômico se soma a uma ruptura política inédita. A operação militar norte-americana deste sábado derrubou um regime que governava o país há 12 anos. O presidente Donald Trump afirmou que as tropas realizaram um ataque em grande escala na Venezuela, resultando na prisão de Maduro e de sua esposa.
Enquanto a crise política ganha repercussão internacional, o cotidiano permanece marcado pela escassez e pela instabilidade. Para muitos venezuelanos, a crise cambial deixou de ser apenas um indicador econômico e passou a significar a impossibilidade de garantir o mínimo necessário para sobreviver ao longo do mês.


