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Governo Central registra superávit de R$ 36,5 bilhões em outubro, mas déficit anual persiste

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Tesouro Nacional registra superávit de R$ 36,52 bilhões em outubro de 2025. (Foto: Instagram)

Em outubro de 2025, as contas do Governo Central — que incluem Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social — apresentaram superávit primário de R$ 36,52 bilhões, segundo relatório divulgado pelo Tesouro Nacional. No mesmo mês de 2024, o resultado havia sido um superávit maior, de R$ 41,04 bilhões, sem ajuste pela inflação.

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Durante o mês, Tesouro e Banco Central juntos registraram superávit de R$ 57,2 bilhões, enquanto a Previdência Social teve déficit de R$ 20,7 bilhões. Considerando a inflação, o resultado primário de outubro representa uma queda real de 15% em relação ao ano anterior, enquanto as despesas aumentaram 9,2%.

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No acumulado dos últimos 12 meses, o Governo Central teve déficit de R$ 41,9 bilhões, o que corresponde a 0,35% do PIB. Entre janeiro e outubro de 2025, o déficit foi de R$ 63,7 bilhões, levemente superior ao registrado no mesmo período de 2024 (R$ 62,5 bilhões). A receita líquida cresceu 3,7% em termos reais, enquanto as despesas aumentaram 3,3%.

O superávit de R$ 243 bilhões do Tesouro e do Banco Central foi insuficiente para compensar o déficit de R$ 306 bilhões da Previdência Social. O aumento na arrecadação foi impulsionado principalmente pelo Imposto de Renda, IOF, e contribuições ao RGPS. Já as despesas foram puxadas por benefícios previdenciários, gastos com pessoal e sentenças judiciais.

Em outubro, a arrecadação líquida cresceu R$ 68,3 bilhões, com destaque para aumentos no Imposto de Renda (R$ 4,6 bilhões) e IOF (R$ 2,3 bilhões). No acumulado do ano, a receita total subiu R$ 88,6 bilhões, enquanto a arrecadação líquida teve alta de R$ 68,3 bilhões, ambas em termos reais.

As despesas totais aumentaram R$ 64,7 bilhões no ano, com crescimento expressivo em benefícios previdenciários (R$ 33,4 bilhões) e gastos com pessoal (R$ 12,1 bilhões). A meta do governo federal para 2025 é atingir déficit fiscal zero, com previsão de superávit crescente até 2028, quando se espera alcançar 1% do PIB.

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